Com um trabalho de duas gerações, e uma aposta na tradicionalidade da vindima do Homem do Pico, Fortunato Garcia continua o trabalho do seu pai, José Duarte Garcia, na produção do vinho Czar. Na descoberta dos registos das exportações de verdelho para a Rússia, especificamente para a corte dos Czares, o produtor José Garcia entendeu que o nome ‘Czar’ seria o ideal para o vinho, que ganhou essa denominação no início dos anos 60 do século passado.
A produção deste vinho licoroso está dependente das condições climatéricas da ilha. Se por um lado, a influência do Atlântico e o sol em abundância são pontos favoráveis para o fortalecimento e crescimento da uva Verdelho, as adversidades como a chuva e o vento prejudicam a uva. Para tal mal, o Homem do Pico colocou a sua alma e suor na épica obra que são os currais de pedra, que se tornaram a paisagem característica desta ilha atlântica. Estes currais, são quatro paredes de pedra, que impedem o vento e o mar de prejudicar a vinha, conservando o calor da pedra basáltica.
A Sala de Provas do Porto apresenta uma mini-vertical deste vinho único da Ilha do Pico num formato intimista. Os lugares são muito limitados.