Sobre a casta Tinto Cão
Está presente no Douro desde o séc. XVIII, sabendo-se que a sua presença no Dão é bastante mais recente.
Por ser quase economicamente inviável, com uma produtividade incrivelmente baixa, a sua sobrevivência já esteve em risco. Tem cachos muito pequenos, apresentando-se como uma variedade de maturação tardia. A sua película densa e grossa garante-lhe uma resistência adequada aos ataques de míldio e podridão. A boca evidencia a grandeza da casta, visível no equilíbrio perfeito entre taninos, acidez e açúcar, na suavidade e na dureza dos taninos, dando corpo a vinhos florais, densos, sólidos e duradouros. É frequentemente lotada com as castas Touriga Nacional e Aragonez, entre outras. Produz vinhos carregados de cor, com aromas delicados e florais.