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REGIÕES VITIVINÍCOLAS

Porto e Douro

Sub-Regiões

  • 01 Baixo Corgo
  • 02 Alto Corgo
  • 03 Douro Superior

Descrição da Região do Porto e Douro

O Douro é uma das regiões mais selvagens e agrestes do território português, talhada pelo vale do rio Douro e pela austeridade dos solos xistosos.

Em nenhum outro ponto de Portugal a intervenção do homem na paisagem é tão evidente, sendo visível nos milhares de socalcos espalhados pela região, desafiando a gravidade das encostas íngremes onde as vinhas estão implantadas. Pela sua beleza e monumentalidade, a região foi reconhecida pela UNESCO como Património da Humanidade.
O Douro demarca-se segundo o eixo do rio Douro, estendendo-se desde a fronteira com Espanha até cerca de 90 quilómetros de distância da cidade do Porto.
Fortemente montanhosa, a região está protegida da influência atlântica pela Serra do Marão. O clima é habitualmente seco, com invernos frios e verões muito quentes, variando entre a precipitação moderada a oeste e a secura quase desértica das terras próximas da fronteira.
É no Douro que nasce o Vinho do Porto, principal embaixador dos vinhos portugueses, amparado nas últimas décadas pelos vinhos tranquilos do Douro, que ganharam reconhecimento e independência, afirmando-se hoje como fonte de notoriedade redobrada para a região.

O Douro está dividido em três sub-regiões: Baixo Corgo, Cima Corgo e Douro Superior. O Baixo Corgo, sob a influência direta da Serra do Marão, é a sub-região mais fresca e chuvosa, a mais fértil e com maior densidade de vinhas. O Cima Corgo é conhecido como o coração do Douro, onde nascem muitos dos vinhos do segmento superior do Vinho do Porto. O Douro Superior, a sub-região de maior extensão, é a mais quente, seca e extremada, mas também a menos acidentada, marcada pela secura e pelos verões infernais.

É uma das regiões mais ricas em castas autóctones, com centenas de castas únicas e uma área extensa de vinhas velhas, por vezes plantadas com dezenas de castas misturadas.

De entre as centenas de castas, destacam-se cinco variedades tintas: Tinta Barroca, Tinta Roriz, Tinto Cão, Touriga Franca e Touriga Nacional, selecionadas pela excelência na produção de Vinho do Porto; assim como as castas Sousão e Tinta Amarela (Trincadeira). Sobressaem igualmente as castas brancas Gouveio, Malvasia Fina, Moscatel, Rabigato e Viosinho.

Cultura

A aguardente
Com o desenvolvimento das exportações de Vinho do Porto iniciou-se a prática de adicionar aguardente vínica (beneficiação). Assim, o vinho resistia inalterado à viagem marítima, e a paragem da fermentação através da fortificação tornava-o mais adocicado e apropriado ao gosto do mercado inglês.
Douro: Região Demarcada
Em 1756 foi criada a Companhia Geral da Agricultura das Vinhas do Alto Douro. Este organismo tinha como principais competências fazer a demarcação da região e o cadastro das vinhas, classificar os vinhos de acordo com a sua qualidade e estabelecer práticas vitivinícolas. Assinalava-se, assim, o nascimento de uma das primeiras regiões demarcadas do mundo.
O nome Porto
A denominação "do Porto" é explicada pelo facto de o vinho ser armazenado e comercializado a partir do porto situado entre a cidade do Porto e Vila Nova de Gaia. O vinho descia o rio Douro nos barcos rabelos e envelhecia nas caves de Vila Nova de Gaia, já que esta zona apresenta poucas variações de temperatura durante o ano.
O Porto mais raro
O Vinho do Porto mais caro e mais raro do mundo é produzido pela Quinta do Noval. O seu Porto Vintage Nacional é declarado apenas em anos excecionais e em quantidades muito limitadas (cerca de 200 a 250 caixas). Uma das suas maiores particularidades é o facto de as uvas provirem de videiras muito antigas e raras na região, plantadas em pé-franco (sem porta-enxertos).

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