Anselmo Mendes, filho nativo de Monção, provém de uma família agrícola que fazia produção caseira de vinho, mas foi só depois dos estudos universitários em Agronomia que começou a especializar-se em vinhos. Depois de trabalhar como enólogo em diversos projectos, em 1998 lançou-se a solo. Assim nasceu a casa Anselmo Mendes. Desde o início Anselmo focou-se em inovar na elaboração do Vinho Verde. Desde a fermentação de Alvarinho em barricas de madeira ao uso de técnicas de vinificação tradicional, como fermentação com a película, bem como a sua intransigência em fazer um vinho seco, mineral, não-gaseificado, distinguiram os seus vinhos e disparou-o para o topo da lista como Enólogo do Ano pela Revista dos Vinhos. Devido aos seus esforços e paixão no trabalho da casta, ele também conquistou o apelido encantador com o qual ainda hoje está associado, o de Sr. Alvarinho. Hoje, porém, Anselmo Mendes é bem mais do que o Sr. Alvarinho. Está dedicado em explorar múltiplas facetas desta denominação que está longe de ser monolítica, e na última década tem estendido os seus esforços a trabalhar a casta Loureiro, no Vale do Lima, a casta Avesso, na sub-região de Baião, e também se tem dedicado a recuperar castas tintas autóctones e esquecidas como o Alvarelhão, o Caínho e o Verdelho-Feijão.