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REGIÕES VITIVINÍCOLAS

Alentejo

Sub-Regiões

  • 01 Portalegre
  • 02 Borba
  • 03 Évora
  • 04 Redondo
  • 05 Reguengos
  • 06 Granja-Amareleja
  • 07 Vidigueira
  • 08 Moura

Descrição da Região do Alentejo

Região de amplas planícies, o Alentejo apresenta uma paisagem relativamente suave e plana que se estende por quase um terço de Portugal continental.

Só a Serra de São Mamede, a norte da denominação, se diferencia do padrão. Os solos alternam entre o xisto, argila, mármore, granito e calcário, numa diversidade pouco comum. O clima é claramente mediterrânico, quente e seco, com forte influência continental.
O Alentejo encontra-se dividido em oito sub-regiões: Borba, Évora, Granja-Amareleja, Moura, Portalegre, Redondo, Reguengos e Vidigueira, agrupadas em três grupos distintos. Portalegre é a sub-região mais original, com solos predominantemente graníticos, influenciada pela frescura da Serra de São Mamede. A paisagem oferece inúmeras parcelas de vinhas velhas, plantadas nas encostas íngremes da serra, beneficiando de um microclima único que confere frescura e complexidade.
Borba, Évora, Redondo e Reguengos personificam a identidade alentejana, terra de equilíbrio e harmonia, na proporção certa entre frescura e fruta, energia e suavidade. As sub-regiões de Granja-Amareleja, Moura e Vidigueira, no sul da denominação, oferecem vinhos mais quentes e suaves, com terras pobres e secas, onde sofrem com a dureza do clima e a pobreza dos solos.

Cultura

Efeitos da romanização
A presença dos romanos no Alentejo contribuiu para a implantação da vinha em diversas zonas da região. Após fundação de Beja, entre 31 e 27 a. C., assistiu-se a um grande aumento no cultivo da vinha. Próximo da zona da Vidigueira foram encontrados pedaços de talhas de barro, grainhas de uvas e um lagar de granito.
Incentivos vitivinícolas
Após a expulsão dos mouros do Alentejo, o poder real e as ordens religiosas incentivaram a vitivinicultura. A população era obrigada a cultivar as terras com vinha, e depois de três, quatro ou cinco anos desde a plantação era obrigada a dar uma quantia da sua colheita. Em 1221, D. Afonso Henriques determinou que as uvas e o vinho produzido seriam posse da Sé de Évora.

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