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REGIÕES VITIVINÍCOLAS

Dão e Lafões

DOCS

  • 01 Lafões
  • 02 Dão

Descrição da Região de Dão e Lafões

Rodeada por montanhas em todas as direções, assente em solos graníticos muito pobres, a região do Dão estende as suas vinhas dispersas entre pinhais a diferentes altitudes, desde os 1.000 metros da Serra da Estrela até aos 200 metros das zonas mais baixas.

As vinhas são esparsas e descontínuas, divididas em múltiplas parcelas, com propriedades de dimensões médias quase insignificantes.
As montanhas determinam e condicionam o clima da região, abrigando as vinhas da influência direta do clima continental e da influência marítima. Os solos pobres são maioritariamente graníticos.
Nas castas brancas salientam-se, para além do Encruzado, as variedades Bical, Cercial, Malvasia Fina, Rabo de Ovelha e Verdelho. Nas castas tintas, além da Touriga Nacional, salientam-se o Alfrocheiro, Jaen e Tinta Roriz, bem como as menos comuns Baga, Bastardo e Tinta Pinheira.

Lafões é uma pequena região de transição, encravada entre as denominações do Dão e do Vinho Verde, cortada pelo rio Vouga, com solos maioritariamente graníticos.

Nas castas brancas prosperam o Arinto, o Cercial, a Dona Branca, o Esgana Cão e o Rabo de Ovelha, sendo os tintos dominados pelas castas Amaral e Jaen. Por norma, os vinhos de Lafões mostram um pendor ácido, apresentando um estilo semelhante ao da denominação vizinha do Vinho Verde.

Cultura

O Dão e os Descobrimentos
Antes da partida dos portugueses para a conquista de Ceuta, foi servido vinho do Dão nos luxuosos festejos organizados em Viseu pelo Infante D. Henrique.
A filoxera
O vinho do Dão foi muito procurado pelos europeus na altura em que a filoxera dizimava as vinhas pela Europa. A produção servia essencialmente para responder à procura de vinho do Douro (esta região já sofria os efeitos da filoxera) e para abastecer o mercado francês com vinho de mesa. Entre 1883 e 1886, a filoxera invadiu a região.

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